RN receberá fiéis do mundo inteiro após canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçu, crê Robinson Faria

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Mártires potiguares foram vítimas de dois massacres, ambos em 1645

No mês de outubro, os mártires de Cunhaú e Uruaçu, vítimas de massacres ocorridos em 1645, nos municípios de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, serão canonizados e reconhecidos como santos pela Igreja Católica. O fato marca a história, religião e turismo do Rio Grande do Norte, já que o estado potiguar terá os primeiros mártires santificados do Brasil.

Para discutir os detalhes do evento que acontecerá no Vaticano, em Roma, e o apoio do Governo do Estado na preparação do município de Canguaretama para receber fiéis após a canonização, o governador Robinson Faria esteve na cidade da região Agreste nesse domingo (3) e participou de uma missa no Santuário Chama de amor, com o padre José Neto. Antes da missa, Robinson visitou a Fazenda Cunhaú, onde está a capela Nossa Senhora de Candeias, um dos cenários do massacre.

Na ocasião, o governador afirmou que será construída uma área de lazer, banheiros e serão oferecidas opções de lanchonetes e restaurantes. Além disso, Robinson destacou que a estrada que liga a BR-101 a igreja principal será restaurada. “O local ficará adequado para receber a alta demanda de visitantes”, destacou o chefe do executivo estadual.

Robinson acrescentou que “após a canonização, nosso estado receberá peregrinações e movimentação de fiéis do mundo inteiro nas cidades onde os mártires passaram. Por isso, vamos investir na infraestrutura e incentivar cada vez mais o turismo religioso em Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, gerando emprego, renda e desenvolvimento para a região”.

História

Os mártires potiguares foram vítimas de dois massacres, ambos no ano de 1645, no contexto das invasões holandesas no Brasil. O primeiro na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, município de Canguaretama; outro em Uruaçu, comunidade do município de São Gonçalo do Amarante. Todos foram brutalmente assassinados por ódio à Igreja Católica. Entre eles, estavam os padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, além do camponês Mateus Moreira, que teve o coração arrancado.

Fonte: Portal no Ar