Sindicatos de servidores estaduais não aceitam parcelamento salarial proposto pela governadora Fátima Bezerra

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Reunião entre o Governo, demais Poderes e representantes dos sindicatos dos servidores estaduais

Entidades representativas dos servidores públicos estaduais estão preocupados com a ausência de informações sobre a calendário pagamento dos vencimentos

Após o novo governo sinalizar que ainda não tem previsão para quitar os salários atrasados e a governadora Fátima Bezerra (PT) assinar decreto que reconhece situação de calamidade financeira no Estado, sindicatos que representam o funcionalismo afirmam que não aceitam um possível parcelamento dos débitos existentes.

As entidades representativas estão preocupadas com a ausência de informações sobre o calendário de pagamento dos vencimentos. Atualmente, estão em aberto: restante do 13° salário de 2017 para os servidores inativos que ganham mais de R$ 5 mil (eles receberam um “vale” de R$ 5 mil na semana passada), a folha de dezembro para aqueles que não são de órgãos com arrecadação e todo o 13° de 2018.

Na última quarta-feira, 2, dirigentes sindicais participaram de encontro com integrantes do novo governo estadual e receberam o diagnóstico crítico na área de finanças.

Para a presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Direta (Sinsp), Janeayre Souto, o governo precisa reduzir o tempo de espera para o pagamento de salários. “Nós não aceitamos o parcelamento de salários. Como servidores do Estado, não aceitaremos parcelamento e nem o aumento da alíquota previdenciária”, declarou.

Questionado sobre o estado de calamidade financeira decretado pela governadora Fátima Bezerra, o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores em Saúde do RN (Sindadáude) Manoel Egídio Júnior afirmou que a situação é preocupante. “Já sabíamos da existência de uma crise financeira, mas, diante do que foi exposto, percebemos que o rombo é maior do que se pensava”, disse.

Para o presidente do Sindicato dos Agentes da Polícia Civil do RN (Sinpol), Nilton Arruda, Fátima Bezerra mostrou uma espécie de radiografia do Estado. Para ele, as medidas anunciadas até agora são aceitáveis. “Até o momento, não há nada que venha ferir o direito do servidor de forma contundente nos decretos apresentados”, argumentou o sindicalista.

Fonte: Agora RN