G7 e Brasil anunciam mais de R$ 120 milhões para combater incêndios da região da Amazônia

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Cobertura da operação abrange 5,2 milhões de Km², ocupando 61% do território do Brasil

Queimadas na floresta amazônica – com mais de 40 mil focos registrados só este ano – viraram crise internacional; verba foi anunciada na última segunda

O G-7, grupo de países mais ricos do mundo, decidiu nesta segunda-feira, 26, desbloquear uma ajuda de urgência de US$ 20 milhões, o equivalente a cerca de R$ 83 milhões, para combater os incêndios florestais na Amazônia. A verba será usada principalmente para o envio de aviões para apagar o fogo na região, anunciaram os presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Chile, Sebastián Piñera.

Além de mandar uma frota aérea, o G-7 elaborou um plano de ajuda a médio prazo destinado ao reflorestamento que será apresentado na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas no fim de setembro. Para isso, será necessário um acordo entre o Brasil, organizações não governamentais (ONGs) e populações locais.

A ajuda para a Amazônia foi anunciada durante uma reunião da cúpula do G-7 sobre o meio ambiente, em que se discutiu a situação enfrentada pela floresta. Macron priorizou o tema e, no sábado, 24, pediu “a mobilização de todas as potências” para lutar contra as chamas e reflorestar a área devastada.

De acordo com os últimos números, o País detectou 79.513 focos de incêndios desde o início do ano, dos quais mais da metade foi na Amazônia. Pressionado pela comunidade internacional, o Brasil reagiu no domingo, 25, e enviou à região que está pegando fogo dois aviões C-130 Hércules.

Também nesta segunda-feira, o Ministério da Economia liberou R$ 38,5 milhões ao Ministério da Defesa para combate aos incêndios. O valor havia sido contingenciado do montante voltado para Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

MINISTÉRIO PÚBLICO

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu junto ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira, 26, que parte do valor pago pela Petrobrás em um acordo com autoridades dos Estados Unidos no âmbito da Lava Jato, R$ 1,2 bilhão, seja destinado para o combate aos incêndios na Amazônia. Desse valor, R$ 200 milhões seriam destinados ao descontingenciamento do orçamento do Ministério do Meio Ambiente e R$ 1 bilhão ao financiamento de ações de proteção ambiental.

Ação dos militares começa com 400 homens

De um total de 44 mil homens, efetivo das Forças Armadas disposto na Amazônia, cerca de 400 vão atuar inicialmente nas operações iniciadas no fim de semana na região para dar combate a incêndios, atender a população exposta a risco, e reprimir os ilícitos ambientais – desmatamento ilegal, queimadas irregulares e garimpos clandestinos. As três primeiras organizações designadas são do Estado de Rondônia: a 17.ª Brigada de Infantaria de Selva, a Delegacia Fluvial Regional e o Centro Regional de Vigilância, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), todos de Porto Velho (RO).

O modelo das operações decorrentes do decreto de Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) que vai vigorar até o dia 24 de setembro ainda está sendo definido.

A cobertura abrange 5,2 millhões de Km², ocupando 61% do território nacional. Um levantamento recente da agência especial americana Nasa e da agência espacial europeia estima em 400 bilhões a população de árvores adultas na Amazônia.

Agora RN