Desemprego cai 0,8% no RN em 2019 e taxa de informalidade fica em 48%, diz IBGE

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Trabalho informal cresce 0,1% e é recorde no estado. Além disso, Rio Grande do Norte é o quinto no Brasil com maior taxa de subutilização da força de trabalho, com 34,9%.

O desemprego caiu de 13,4% para 12,6% no Rio Grande do Norte em 2019, segundo apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda de 0,8% – que representa estabilidade – também foi registrada no último trimestre de 2019 em comparação ao 3º trimestre.

Dessa forma, o RN terminou o ano na 11ª posição entre os estados com maior número de desempregados. O primeiro lugar foi a Bahia, com 16%.

Outro aspecto apontado com destaque na pesquisa foi a taxa média anual de informalidade, já que o Rio Grande do Norte e outros 19 estados tiveram esse dado como recorde em 2019. No RN, essa taxa cresceu de forma progressiva nos últimos quatro anos e em 2019 registrou 48,4% – apenas 0,1% a mais que em 2018.

Dados de trabalho informal no RN

Ano Taxa de informalidade da população ocupada
2016 45,3%
2017 46,8%
2018 48,3%
2019 48,4%

Com esse número, o estado foi o 13º na lista entre todos do Brasil. O primeiro lugar na taxa de informalidade é o Pará com 62,4%. A média no país foi de 41,1%.

Taxa de informalidade por estado — Foto: Divulgação/IBGE

Taxa de informalidade por estado — Foto: Divulgação/IBGE

Entre os trabalhadores com carteira assinada no setor privado, o Rio Grande do Norte aparece apenas na 20ª posição no Brasil, com 60,9% entre os ocupados. O primeiro lugar é Santa Catarina, com 87,7%.

O Rio Grande do Norte também teve uma taxa de 28,4% de trabalhadores por conta própria entre os ocupados, o que representa a 12ª posição em todo o Brasil. O primeiro lugar é o Amapá, com 37,3%. Além disso, é o quinto na lista de maior taxa de subutilização da força de trabalho, com 34,9%. O primeiro lugar, o Piauí, tem 42%.

A pesquisa considera subocupado aquelas pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais.

Trabalhos sem carteira assinada atingiram recorde — Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação

Trabalhos sem carteira assinada atingiram recorde — Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação

Dados do 4º trimestre

A faixa de idade que mais acumula desempregados no Rio Grande do Norte é entre os 25 e 39 anos. Ao todo, 40,9% dos desocupados apontados no 4º trimestre pelo IBGE são dessa faixa. Com 32% estão os entre 18 e 24 anos e com 21,4% os entre 40 e 59.

As pessoas entre 14 e 17 anos somam 4,2% dos desempregados, enquanto os com 60 ou mais 1,6%.

Distribuição de pessoas desocupadas por idade — Foto: Divulgação/IBGE

Distribuição de pessoas desocupadas por idade — Foto: Divulgação/IBGE

A maioria desse percentual de pessoas desocupadas é do sexo feminino, com 53,8%. Os homens são 46,2%.

Distribuição por sexo  — Foto: Divulgação/IBGE

Distribuição por sexo — Foto: Divulgação/IBGE

Outro dado levantado na PNAD Contínua do 4º trimestre de 2019 aponta que os salários dos homens, em médio, foram maiores que os das mulheres no ano passado. O homem teve um rendimento mensal médio de R$ 2.109, enquanto as mulheres tiveram de R$ 1.791.

Rendimento mensal médio RN — Foto: Divulgação/IBGE

Rendimento mensal médio RN — Foto: Divulgação/IBGE

G1 RN