Conhecido como ‘padroeiro da internet’, jovem inglês Carlo Acutis com ligação com o Brasil será beatificado na Itália

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Carlo Acutis será beatificado e terá corpo exposto para visita de fiéis até 17 de outubro. Foto: Reprodução/Vatican News / Estadão

O jovem Carlo Acutis, mais conhecido como “padroeiro da internet”, será beatificado no dia 10 de outubro. Ele, que morreu vítima de uma leucemia em 2006, terá o corpo exposto para visita de fiéis no Santuário do Despojamento, em Assis, na Itália – são esperados mais de 3 mil peregrinos. O Vaticano atribui a ele, inclusive, um milagre feito no Estado de Mato Grosso do Sul.

Acutis é associado à internet porque usava as redes para evangelizar e tinha conhecimento de ciência da computação muito acima da média para garotos da idade e para quem não possuía estudos específicos sobre o assunto. Ele estava com 15 anos quando morreu. “Este rapaz foi realmente genial e muitos aspectos da sua vida representam para nós um incentivo”, disse o bispo Dom Domenico Sorrentino, ao site de notícias do Vaticano. O Papa Francisco também o citou na exortação pós-sinodal Christus Vivit, como exemplo de alguém que fez um bom uso dos meios digitais para a evangelização.

A veneração ao corpo do jovem terminará às 10h30 do dia 17 de outubro, com uma missa de celebração e o fechamento da sepultura. Devido à pandemia do novo coronavírus, a basílica afirmou que espalhará vários telões pela cidade. O acesso de fiéis e jornalistas às praças de Assis, onde haverá a transmissão da cerimônia, será permitido apenas com inscrição prévia pela internet.

Ligação com o Brasil

Nascido em Londres e com boa parte da vida trilhando entre Milão e Assis, Acutis tem um milagre atribuído a ele no Mato Grosso do Sul, em 2010 – apesar de nunca ter vindo ao Brasil. Uma criança com uma doença côngenita teria se curado depois que o avô tocou as roupas do jovem expostas em uma paróquia de Campo Grande.

Além disso, “ele morreu em 12 de outubro, no dia de Nossa Senhora Aparecida (padroeira do Brasil), está numa paróquia em que o padre é brasileiro e tem as irmãs capuchinhas brasileiras que estão cuidando dele”, disse a Irmã Francisca, ao site do Vaticano.

Estadão, com informações do Vatican News

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