Venda de dona da UNP é concluída por R$ 4,6 bilhões

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Foto: reprodução

O Grupo Laureate anunciou nesta segunda-feira (2) que celebrou acordo definitivo com a Ânima Holding para venda de suas operações no Brasil. Entre elas, a Universidade Potiguar – UNP.

O negócio é estimando em cerca de R$ 4,6 bilhões e foi possível ser concluído após ter sido firmado acordo com o Grupo Ser, então pretendente, e que concordou com a rescisão do contrato de transação que havia anunciado anteriormente, dando fim aos processos judiciais relativos ao contrato. O Grupo Ser receberá R$ 180 milhões por isso.

O contrato entre a Ânima e o Laureate prevê, em síntese, um preço, no fechamento, de R$ 4,4 bilhões, sendo R$ 3,777 bilhões a serem pagos a Laureate em dinheiro e R$ 623 milhões de dívidas dos ativos a serem assumidas pela Ânima Educação.

Há ainda outros R$ 203 milhões a título de earn-out por 135 vagas de medicina pendentes de aprovação, além dos R$ 180 milhões da multa a que a Ser Educacional teria direito, de acordo com o contrato de Go Shop fechado com a Laureate na largada da disputa, em setembro.

A transação está atrelada ainda à venda de 100% da FMU ao fundo Farallon, por R$ 500 milhões, que precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Laureate

O Grupo Laureate chegou ao Brasil em 2005 e expandiu suas operações, somando hoje 11 instituições de ensino superior, localizadas em 7 estados e 13 cidades. Isso significa um universo de 270 mil alunos.

Fazem parte do grupo a Universidade Anhembi Morumbi (UAM), o Centro Universitário FMU | FIAM-FAAM e a Business School , em São Paulo; a Universidade Salvador (UNIFACS), na Bahia; a Universidade Potiguar (UnP); no Rio Grande do Norte; o Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) e o Centro Universitário FADERGS, no Rio Grande do Sul; o Centro Universitário dos Guararapes (UniFG)e a CEDEPE Business School, em Pernambuco; o Centro Universitário IBMR, no Rio de Janeiro;e a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), na Paraíba.

A saída da companhia do Brasil faz parte de uma estratégia global de desinvestimento, com a finalidade de pagar dívidas e se reestruturar.

Com informações de Tribuna do Norte e Bem Paraná

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